Os transportadores rodoviários de mercadorias querem ver resolvida a crise espoletada pelo aumento do ISP “no máximo até ao final da próxima semana”, afirmou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o presidente da Antram, Gustavo Paulo Duarte.

Gasóleo

Os transportadores rodoviários de mercadorias associados da Antram e da ANTP reúnem no próximo sábado, no Pombal, para definirem formas de luta contra o “enorme ataque” de que se dizem alvo por parte do novo Governo.

“Vamos ouvir os associados e decidir em conformidade”, disse o dirigente associativo, escusando-se a aventar quais serão as possíveis formas de luta. Certo, acrescentou, é que o sector espera respostas “ainda esta semana, no máximo até ao final da próxima”. Ainda que, criticou, até ao momento a tutela não tenha manifestado “sensibilidade” às reclamações dos transportadores.

Em causa está, agora, o aumento do ISP previsto na proposta de Orçamento de Estado, em seis cêntimos/litro.

O facto de o mesmo OE prever uma autorização legislativa para permitir a majoração em 120%, em sede de IRC, dos custos com a aquisição do diesel em território nacional não convence os transportadores. “Esse tipo de majoração já existiu, entre 2009 e 2012 – recordou o presidente da Antram – mas simplesmente não serviu, na prática, de nada, porque existe um limite, um tecto, às isenções fiscais”.

Assim sendo, a Antram, e com ela a ANTP, reclama que “no mínimo, e no imediato, seja concedida a majoração anunciada, mas sem estar sujeita ao tecto de benefícios”, adiantou Gustavo Paulo Duarte.

Mas há outras questões que continuam não resolvidas, “como a criação do gasóleo profissional e outras”, que deverão ser abordadas no encontro do Pombal.

E porque a história tende a repetir-se, note-se que foi no Pombal onde, em 2011, foi decidida uma paralisação dos transportadores rodoviários de mercadorias, que se prolongou por dois dias, com vários incidentes à mistura, e que terminou com um acordo que previa, entre outros itens, a majoração em 140%, em sede de IRC, dos gastos com combustível.

Entretanto, hoje mesmo terá seguido pelo correio, endereçado ao ministro da tutela, um manifesto elaborado conjuntamente pela Antram, ANTP, Antrop, Antral, Conselho Português de Carregadores, CIP e CCP,  sobre a situação do sector do transporte público rodoviário.

 

Comments are closed.