As empresas de logística e transportes portuguesas estão em desvantagem concorrencial face às espanholas na aquisição de veículos a gás natural, criticam a ANTRAM e a Gasnam.

A ANTRAM e a Gasnam (Associação Ibérica de Gás Natural e Renovável para a Mobilidade) pedem ao Governo “a implementação efectiva de incentivos e apoios à transição energética nas frotas profissionais de transportes de mercadorias”.

Em comunicado hoje emitido, as duas associações lembram que a Resolução do Conselho de Ministros nº 88/2017 previa já a “regulamentação de um sistema de incentivos à aquisição de veículos a Gás Natural em 2018, o que não se verificou”.

Agora, pedem a “abertura de avisos de concursos no âmbito das medidas previstas no POSEUR que reduzam as desvantagens competitivas actuais das empresas de transporte e logística portuguesas face às suas congéneres internacionais e garantam uma trajectória de descarbonização de acordo com os Regulamentos da União Europeia”.

O comunicado refere a recente decisão europeia de reduzir as emissões de CO2 dos veículos pesados, em 15% a partir de 2025 e em 30% a partir de 2030, para sustentar que nesse cenário os operadores nacionais enfrentarão dificuldades acrescidas.

Desde logo, face aos congéneres espanhóis, “que dispõem de apoios significativos, não reembolsáveis, para a aquisição de veículos pesados de mercadorias a GNL”, atribuídos, “pelo Governo Central e pelos Governos Autónomos”.

Os veículos a GNL ainda são mais onerosos, entre 30% e 50%, que os modelos convencionais.

O POSEUR (Portugal 2020) prevê, fundamentalmente, duas medidas de apoio à transição para o GNL (aquisição de veículos novos, ou conversão de existentes), mas os necessários avisos de concursos não foram ainda lançados, alertam ANTRAM e Gasnam.

 

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