A Antram diz-se disponível para negociar a actualização do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) do sector mas recusa fazê-lo enquanto a Fectrans e os sindicatos promoverem greves.

Greve camiões

Num comunicado emitido, em que trata de responder às recentes iniciativas sindicais, a associação dos transportadores rodoviários de mercadorias diz-se “disponível para iniciar um processo de negociação de uma legislação específica para este sector, assim estejam reunidas as condições para este se poder iniciar”.

Na passada quarta-feira, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, reuniu-se com motoristas do sector do transporte rodoviário de mercadorias, em Aveiras de Cima, afirmando que estes trabalhadores estão a ganhar salários muito baixos face às suas responsabilidades e exigindo a negociação do contrato colectivo do trabalho do sector.

A Antram reconhece que o actual CCT, que data de 1980, “está desatualizado e não é favorável nem às empresas nem aos trabalhadores, potenciando o clima de conflito laboral”. Pelo que terá “de ser revisto na sua globalidade”.

Mas sublinha que a negociação “não se poderia iniciar num clima de greves e com os sindicatos a forçarem negociações individuais e directamente com as empresas. Esta foi uma condição para se dar início à negociação. Estas ações deviam ser suspensas para se poder realizar uma reunião entre os subscritores originais do CCT, ANTRAM e FECTRANS. Condição que não foi respeitada”.

A Antram lembra, ainda, que “durante o período no qual se procedia a uma tentativa de acordo entre as partes para se dar início à negociação, os sindicatos regionais continuaram a enviar reivindicações directamente às empresas,  numa manifestação de deslealdade com o processo”.

E, por isso, “lamenta a postura da Fectrans e dos seus sindicatos, que são contrárias aos interesses das empresas e dos motoristas e que em vez de promover a desejada competitividade, promove a conflitualidade com claros prejuízos para todos”.

 

 

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