O novo Contrato Colectivo de Trabalho (CCTV) para o sector do transporte rodoviário de mercadorias implicará um aumento médio de 10% dos custos das empresas, calcula a ANTRAM.

ANTRAM diz que acordo com Fectrans é momento histórico

Publicado que foi no Boletim de Trabalho e Emprego (BTE), o novo CCTV assinado entre a ANTRAM e a Fectrans já está em vigor.

Resultado de mais de dois anos de negociações, o novo CCTV é apresentado pela ANTRAM como um “momento histórico” no sector. Mesmo se implicará mais custos para as empresas.

“Reconhece-se que a aplicação do novo CCTV irá implicar um esforço acrescido para as empresas que irão deparar-se com um aumento médio dos seus custos estimado em cerca de 10 por cento. No entanto, a sustentabilidade do sector impunha, há muito, uma alteração no seu enquadramento, de forma a combater alguns dos seus principais constrangimentos. Refira-se, por exemplo, a cada vez mais premente falta de motoristas e a proliferação da concorrência desleal dentro do próprio sector. Apesar do impacto que esta regulamentação traz para a estrutura das empresas, crê-se que o novo CCTV conseguirá trazer maior equidade ao sector, tornando-o também mais atractivo”, refere a associação em comunicado.

Cargas e descargas proibidas

Uma das novidades do CCTV é a expressa proibição de os motoristas realizarem operações de cargas e descargas.

Para a ANTRAM, o novo clausulado visa acabar com um dos “flagelos” do sector, qual seja o de os motoristas serem obrigados a realizar as cargas e descargas dos seus camiões nos “principais centros logísticos”, com as perdas de tempo e riscos que tal implicava.

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