Em defesa de um CCT específico, e não só, o sindicato dos motoristas de matérias perigosas anunciou uma greve a partir do próximo dia 15. A ANTRAM rejeita as pretensões.

A associação dos transportadores rodoviários de mercadorias “não está disponível para iniciar qualquer negociação” com o Sindicato Nacional de Motoristas das Matérias Perigosas (SNMMP), anunciou a ANTRAM, em comunicado.

Na sequência de uma reunião promovida pela DGERT, e que juntou representantes do sindicato, da APETRO e da ANTRAM, a associação diz que “não reconhece qualquer legitimidade às reivindicações”.

A associação rejeita, em particular, a pretensão do SNMMP de negociar um contrato colectivo de trabalho específico. Assim: “desde já rejeitamos quaisquer propostas negociais que importem a celebração de um contrato colectivo de trabalho horizontal, simplesmente destinado a uma pequena fracção dos trabalhadores”.

Até porque, reforça, isso implicaria “necessariamente a celebração de vários contratos colectivos específicos para os vários subsectores do transporte, o que promoveria uma desarmonização, algo pelo qual se lutou sempre contra nestes últimos anos”.

A greve dos motoristas das matérias perigosas deverá iniciar-se às zero horas do próximo dia 15 e prolongar-se por tempo indeterminado.

No pré-aviso divulgado, o SNMMP  denuncia a “desumanização das condições” em que aqueles motoristas trabalham, situação “agravada pelo noivo CCTV”, que não reconhece e no qual não se revê.

Entre as reivindicações apresentadas estão o reconhecimento da categoria profissional, o reconhecimento do estatuto de profissão de desgaste rápido e, também, várias cláusulas de natureza pecuniária.

 

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