A marcha lenta dos transportadores rodoviários contra o aumento do imposto sobre os combustíveis foi suspensa, com a Antram a aguardar o resultado da reunião da próxima semana com o Governo.

França - Camiões

“A marcha lenta foi suspensa, uma vez que o Executivo alargou o âmbito da reunião, agendada para 30 de Março, a outras pastas do Governo. O encontro contará, assim, não só com o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, mas também com o ministro das Finanças, o ministro da Economia, o ministro do Ambiente e as respectivas Secretarias de Estado”, refere numa nota a Antram.

Ontem de manhã os transportadores rodoviários de mercadorias anunciaram uma marcha lenta em todo o território nacional, utilizando para isso os cerca de 15 mil camiões de transporte de mercadorias das empresas associadas da Antram.

Em causa está o aumento do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) em seis cêntimos por litro, em vigor desde meados de Fevereiro, que “compromete a competitividade do sector e, consequentemente, a sobrevivência das empresas e a manutenção dos postos de trabalho”.

Na sequência dos encontros com o Executivo, o Governo propôs uma majoração do custo com o combustível em 20%, em sede de IRC, o que a Antram rejeitou por considerar que “não permite atingir o valor que as empresas terão que suportar com o aumento do ISP”.

Mais do que não sofrer este agravamento, as associações querem que o preço dos combustíveis, que representa 35% dos custos das empresas do sector, seja equiparado ao praticado em Espanha, o que deverá ocorrer através da devolução do ISP, com base no consumo real de combustível.

Num total de 15 000 camiões de transporte de mercadorias dos associados da Antram, cerca de 12 000 estarão a abastecer em Espanha, adianta a associação, com base num inquérito realizado recentemente junto das empresas que representa, explicou à “Lusa” o presidente da Antram, Gustavo Paulo Duarte.

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