A ANTP avançou primeiro, com o anúncio de uma paralisação, mas a ANTRAM rapidamente tomou a dianteira das negociações com o Governo sobre medidas imediatas para o sector. Tão imediatas, que a resposta tem de surgir em quatro dias.

O anúncio, na tarde de domingo, de uma paralisação a partir das 8 horas de segunda-feira, foi o suficiente para o Governo chamar os dirigentes da ANTP para uma reunião nessa mesma noite. O encontro serviu sobretudo para marcar outro encontro, na manhã de hoje, já com a presença ANTRAM.

Na reunião de hoje, a associação liderada por Gustavo Paulo Duarte foi a única a apresentar um “caderno reivindicativo” completo. A estrutura de Márcio Lopes ficou de apresentá-lo mais tarde. Perante as exigência dos transportadores, o secretário de Estado das Infraestruturas manifestou abertura para o diálogo mas não se comprometeu com medidas imediatas, por causa dos constrangimentos orçamentais.

No final da reunião, a ANTRAM exigiu uma resposta num prazo de quatro dias, após o que a “bola” ficará do lado dos associados para decidirem novas medidas. Do lado da ANTP, saudou-se a abertura ao diálogo, mas não se percebeu se a paralisação (com uma adesão aparentemente reduzida) se mantém ou não.

As exigências dos transportadores

Na base de mais este momento de tensão entre os transportadores e o Governo está o continuado aumento do preço do gasóleo, em máximos dos últimos anos e a ameaçar prosseguir a escalada.

Por isso, entre as propostas hoje apresentadas  está o prolongamento do regime do gasóleo profissional por mais dois anos, o aumento do limite do consumo considerado e, ainda, a inclusão dos veículos a partir das 7,5 toneladas.

A majoração  dos custos dos combustíveis e dos custos das portagens em sede de IRC são outras propostas sobre a mesa.

A ANTRAM solicitou, ainda, a integração do sector no Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (RFAI), já a partir de 2019, e a concessão, ainda este ano, de um Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento (CFEI). A que acresce “a proposta relacionada com o benefício fiscal, centrada na isenção de mais-valias em sede de IRC, quando reinvestidas na aquisição de veículos de mercadorias”.

 

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