“O gasóleo profissional será alargado ao transporte público de passageiros. Não faz sentido que seja de outra forma”, garante o presidente da Antrop, em entrevista ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

Antrop - Luís Cabaço Martins

Até ao momento, o Governo sempre tem afastado a hipótese de o gasóleo profissional abranger também os transportadores de passageiros, mas o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros desvaloriza essa posição: “não é preciso ser tudo ao mesmo tempo”, diz Luís Cabaço Martins.

Em aboono da sua convicção, o dirigente associativo sustenta que “na Europa não existe nenhum país com gasóleo profissional só para as mercadorias. Existem alguns que só o têm para os passageiros, e outros que têm para os passageiros e para as mercadorias”.

Além do mais, acrescenta, “temos os princípios do nosso lado; temos a própria lei (comunitária) do nosso lado”.

“É uma matéria que está sobre a mesa. E temos a certeza de que vai ter uma solução positiva. O dossier está a ser avaliado, e para já não quero adiantar mais sobre o assunto”, remata Cabaço Martins.

Reposição do tarifário social

A confiança do dirigente – que hoje toma posse para mais um mandato à frente da Antrop – fundar-se-á também do bom relacionamento que a associação tem mantido com o Governo, e em particular com a nova tutela, agora no Ministério do Ambiente.

“Temos trabalhado bem. Este Governo mostrou desde o início uma grande sensibilidade para as questões dos transportes. E tem sido um parceiro importante para a Antrop, tal como a Antrop o tem sido para o Governo”, sintetiza.

Entre as medidas positivas decidias pelo Executivo no último ano, Luís Cabaço Martins refere, a título de exemplo, “a reposição do tarifário social para os jovens universitários, que entrará em vigor em Setembro”. E justifica: “porque denota preocupação pelo incremento da utilização do transporte público, nomeadamente num grupo etário em que muitos abandonam o sistema”.

A Antrop sempre se manifestou crítica do desmantelamento do tarifário social empreendido pelo anterior Governo, e daí que o seu presidente saúde “a reversão parcial” do que foi feito. “Não deve haver um dogma relativamente ao tarifário social. Não é deitar dinheiro à rua. É colocar fundos ao serviço da promoção do transporte público”, remata.

 

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