A Antrop insiste em que a STCP e a Metro do Porto não devem concessionar a exploração das respectivas redes na consórcio TMB/Moventia e admite recorrer a Bruxelas para travar o processo.

Depois de alertar para a impossibilidade de a STCP concessionar as linhas que extravasam a cidade do Porto e que não integram a concessão da empresa pública, a associação dos transportadores rodoviários de pesados de passageiros sublinha que o consórcio vencedor não deveria sequer ter sido admitido a concurso.

Isto porque, sustenta a Antrop, os TMB de Barcelona são detidos pela Área Metropolitana de Barcelona que, por sua vez, participa em 24% na Autoridade Metropolitana de Transportes da capital catalã, e receberam a concessão de serviços de transportes sem concurso público. Logo, são operadores internos, que não podem apresentar-se a concurso noutros mercados europeus.

Além disso, refere a associação, os TMB terão recebido apoios públicos, o que poderá violar as regras comunitárias sobre as ajudas de Estado, e que permitirão à empresa concorrer em condições desleais com os operadores privados.

A Antrop interpôs acções contra a concessão nos tribunais portugueses mas admite recorrer a Bruxelas. No entretanto escreveu à STCP e à Metro do Porto, e também ao IMTT, instando-os a não avançarem com a concessão.

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