Para fazer face à concorrência externa, o governo belga propôs uma aproximação, ou mesmo a fusão, entre os quatro principais portos do país.

A ideia foi lançada pelo ministro federal da Economia, Johan-Vande Lanotte (socialista flamengo) e está a gerar acesa discussão no país. Os portos visados são Antuérpia, Ostende, Zeebrugge e Gand.

Face à concorrência externa, em particular do “vizinho” porto de Roterdão, o ministro defendeu uma maior integração dos quatro portos, se não mesma a sua fusão numa única entidade.

As administrações portuárias de Zeebrugge e de Gand, e bem assim várias empresas da sua área de influência, já se disseram abertamente favoráveis à ideia. Ostende também estará de acordo. Mas não Antuérpia.

Os responsáveis do porto temem que a eventual fusão resulte num entrave ao seu desenvolvimento, em favor do crescimento das restantes infra-estruturas portuárias a fusionar. Antuérpia é de longe o maior porto do país.

A controvérsia está instalada, faltando saber se o governo belga decidirá avançar com uma reforma política do ordenamento do sector, ainda que contra a opinião de alguns dos envolvidos.

Recorde-se que ainda no final de Janeiro os portos franceses de Le Havre, Rouen e Paris anunciaram a constituição do Haropa – Harbours of Paris, um Agrupamento de Interesse Económico (AIE), com o objectivo de articular estratégias de promoção dos portos e de captação de tráfegos no contexto internacional.

Juntos, os três portos da bacia do Sena estão entre os maiores do Norte da Europa, só superados por Roterdão, Antuérpia e Hamburgo.

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