As chinesas Cosco e China Shipping Container Lines (CSCL) deverão anunciar a fusão dentro de um mês, avança o “Splash 247”.

CSCL Globe am 13.1.2015 auf Jungfernreise in Hamburg

Uma equipa de cinco elementos (três da CSCL e dois da Cosco) estará a trabalhar na fusão há dois meses, no sentido de apresentar uma proposta às autoridades de Pequim. O plano é que a fusão possa ser efectivada em 2017.

Da fusão resultará a maior companhia de navegação do mundo. Com 783 navios avaliados em 22,95 mil milhões de dólares (20,18 mil milhões de euros), o futuro gigante chinês estará mais de 500 navios e dez mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros) acima da AP Moller Maersk, a segunda companhia, segundo os dados do “VesselsValue.com”.

No que toca ao transporte marítimo de contentores, a expressão da nova companhia será mais modesta mas nem por isso menos interessante. De acordo com a Alphaliner, a Cosco é número seis no mundo, em termos de capacidade, com uma quota de 4,3% ou 867 921 TEU, enquanto a CSCL é sétima, com 3,4% ou 691 352 TEU. Juntas, saltariam para o quarto lugar do ranking, atrás da Maersk Line, MSC e CMA CGM mas à frente da Evergreeen e Hapag-Lloyd, com 8,7% e mais de 1,55 milhões de TEU.

Acresce que, juntas, a Cosco e a CSCL têm encomendados, sempre de acordo com a Alphaliner, 30 navios, com uma capacidade agregada de mais de 445 mil TEU. A CMA CGM, número três mundial, tem contratados “apenas” 295 mil TEU.

Por outro lado, a Cosco e a CSCL integram diferentes alianças. Enquanto a Cosco está na CKYHE, a CSCL alinha na Ocean Three com a CMA CGM e a UASC. Uma fusão das duas obrigará a mudanças que desequilibrarão a balança em favor de uma ou de outra aliança, com implicações também (indirectas embora) nas demais.

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