No dia em que arranca “nova” greve dos estivadores, a associação dos transitários (APAT) critica a estratégia “desleal” e “prejudicial” do SEAL, sugerindo que a sua Direcção terá uma “agenda pessoal”.

APAT critica sindicato dos estivadores pela greve

“A estratégia do Sindicato Nacional dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego, Conferentes Marítimos tem sido nos últimos anos invariavelmente desleal e absolutamente prejudicial para os portos nacionais, em particular para o Porto de Lisboa, quase fazendo parecer que a Direcção sindical mantém uma agenda pessoal bem delineada em que a paz social e a defesa dos trabalhadores portuários não será seguramente a prioridade”, denuncia a APAT em comunicado.

Em consequência, a associação dos transitários solidariza-se com a posição recente da Associação dos Operadores do Porto de Lisboa (APOL) relativamente à greve que hoje se inicia e se prolongará até 8 de Outubro. E reforça, sustentando que  é “infeliz e irresponsável esta estratégia negocial adoptada pela Direcção do SEAL e incompreensível esta incapacidade – ou inabilidade – do Sindicato manter os compromissos assumidos”.

E deixa mais uma farpa ao sindicato: “não obstante compreender que o SEAL necessita justificar a sua existência, não será certamente inventando conflitos laborais que irá garantir e acautelar os interesses dos trabalhadores portuários”.

Para a APAT,  a paralisação “prejudicará, não  apenas os operadores portuários mas acima de tudo, prejudicará o Porto de Lisboa e, uma vez mais, todas as empresas importadoras e exportadoras nacionais que trabalham directamente” com o porto da capital, adverte.

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Este artigo tem1 comentário

  1. O encerramento do Porto de Lisboa às mercadorias seria uma mais valia nacional a ponderar vivamente.