A sobretaxa de combustível no transporte aéreo não acompanha a evolução do preço do dito, critica a Apat, que por isso vê como boas as notícias do regresso às tarifas únicas.

Em comunicado, a associação dos transitários, em nome dos agentes de carga aérea, lembra que a “fuel surcharge” nasceu em 2002, com carácter transitório, e que se mantém desde então “pouco ou nada tendo a ver com a flutuação dos preços de combustível”.

“Numa altura em que os preços do combustível caíram cerca de 50%, infelizmente na maioria das companhias aéreas, a descida da sobretaxa de combustível não tem acompanhado esta variação”, reforça, em tom crítico, a Apat.

E “se era já criticável a forma pouco clara como [as companhias] calculavam o aumento da sua sobretaxa de combustível, parece manter-se pouco transparente o modo de calcular a descida da referida sobretaxa”, acrescenta.

Por isso, a Apat saúda o anunciado “regresso a uma tarifa única [por parte de algumas companhias], eliminando as várias sobretaxas”, considerando que “poderá vir a representar um benefício relevante para operadores de carga aérea e carregadores”.

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