A APAT defende a integração do modo aéreo na Janela Única Logística (JUL) e a criação de fóruns de simplificação de procedimentos nos aeroportos.

JUL só não integra o modo aéreo

A JUL evoluiu a partir da JUP (Janela Única Portuária) para integrar os transportadores rodoviários e ferroviários e os operadores de plataformas. Mas mantém de fora o transporte aéreo. Porquê? Porque “ninguém falou nisso!”, lembrou, no Seminário de Transporte Aéreo do TRANSPORTES & NEGÓCIOS, o presidente executivo da APAT.

António Nabo Martins evocou encontros com a DGRM onde o tema foi abordado e disse que desde logo a entidade que superintende o processo de implementação da JUL demonstrou abertura para incluir o alargamento da JUL ao modo aéreo no Portugal 2030.

O dirigente dos transitários disse não perceber o porquê de o modo aéreo ter ficado de fora da JUL, uma ferramenta que, sublinhou, permite pôr em ligação todos os intervenientes na cadeia logística, públicos e privados, agilizando e desmaterializando os procedimentos.

Em jeito de resposta a Paulo Carvalheiro (Groundforce), que defendeu a necessidade de haver mais e melhor  comunicação para agilizar os fluxos de cargas do lado terra, Nabo Martins sustentou que a JUL pode resolver muitos dos problemas, pelo que não será preciso “inventar a roda”.

Fóruns de simplificação

O presidente executivo da APAT deu ainda conta dos contactos mantidos com a ANA para a criação de fóruns de simplificação de procedimentos nos aeroportos de Lisboa e Porto.

Nabo Martins lembrou a existência da comunidade de carga aérea do aeroporto de Lisboa, entretanto extinta, e sustentou que a criação de fóruns será mais fácil, ágil e expedita.

Na prática, e de novo, tratar-se-á de “importar” para o modo aéreo a experiência bem sucedida dos fóruns de simplificação existentes nos principais portos nacionais, e onde se reúnem os representantes dos principais membros das respectivas comunidades portuárias.

O Seminário de Transporte Aéreo do TRANSPORTES & NEGÓCIOS reuniu no Porto representantes dos principais stakeholders do mercado da carga aérea – companhias de aviação, gestora da infra-estrutura, operadores expresso, handlers, transitários e carregadores. A sessão teve o apoio da CPDL, DHL Express e Portway.

 

This article has 2 comments

  1. Após 9 anos a câmara de Lisboa continua sem entregar a licença de construção do novo HUB à DHL no aeroporto de Lisboa, 2 vergonhas para António Costa (ex-presidente) e Fernando Medina (actual) que nada fazem pela economia !!

  2. Seria enorme incompetência e a perda oportunidade não ver integrada carga aérea depois de instituições sector alertarem para o “esquecimento”. Portugal por culpa única exclusiva deste governo PS está nos últimos lugares do ranking europeu quanto às acessibilidades aéreas, marítimas e ferroviárias. Temos os piores aeroportos, os piores portos e os piores comboios, independentemente serem para transporte mercadorias e/ou passageiros. Foi este legado 4 anos da geringonça