A APAT aplaude o plano de recuperação anunciado pela Comissão Europeia e diz que este é o momento para relançar projectos que não avançaram por falta de fundos.

A Comissão Europeia anunciou esta semana um pacote de 750 mil milhões de euros para relançar a economia europeia no pós Covid-19. Os transitários aplaudem e apelam ao Governo para que não deixe passar a oportunidade de colmatar a “falta de infra-estruturas adequadas, deficiências essas, que desde há muitos anos a APAT tem vindo a reclamar e a alertar”.

“Achamos que é um bom momento para voltar a avaliar vários estudos e investimentos colocados na “gaveta” por falta de verbas.  Achamos que é um bom momento porque temos receio que se percam novamente de vista, as acessibilidades rodo/ferro/marítimas, os terminais aéreos, o investimento na ferrovia, os parques logísticos, os portos secos e parques seguros”, refere a associação, em comunicado.

“Entendemos que é este o momento de reactivar alguns desses projectos, importantes para corrigir as bases da economia, em vez de continuar a proporcionar meros cuidados paliativos assentes em soluções imediatas ou de curto prazo., pois nunca houve tanto dinheiro a chegar a Portugal”, reforça.

“Há que fazer o trabalho de casa, há que preparar propostas para que se possa aceder a tais fundos, há que ser assertivo e eficiente em tais propostas”. E para tal a APAT sugere “que sejam consultadas todas as entidades interessadas”, disponibilizando-se para dar o seu contributo.

A APAT considera que o Estado tem capacidade para criar soluções e proporcionar aos milhares de desempregados a possibilidade de regressar à vida activa com a certeza de terem formação adequada à nova realidade.

“Qualquer crise permite tirar lições e, com este anúncio, a UE mostrou que tirou lições e que vai fazer alterações. Acreditamos que se vai inaugurar uma nova era, para a qual pedimos mais investimento em melhores conectividades; forte apoio em tecnologia e indústria e uma economia assente na informação (data)”, lembra o presidente executivo da APAT.

“Certamente que os transitários portugueses farão parte desta nova era, começando desde já a trabalhar em propostas para aceder aos fundos anunciados”, reforça Nabo Martins.

 

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This article has 3 comments

  1. Manuel F. Fernandes

    Subscrevo totalmente esta visão. Os projectos âncora, estruturantes para colocar de novo Portugal no Mapa do Mundo usando as Rotas Marítimas que descobrimos e o Determinismo Geográfico que nos coloca AQUI, onde a Terra se Acaba e o Mar começa, exige que:1) Se conclua rapidamente a Plataforma Logística do Poceirão e sua ligação Ferroviária ao Corredor europeu do Atlântico Sul e aos portos de Lisboa, Setúbal e Sines 2) o Novo Aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro da Força Aérea com muito boas acessibilidades, capacidade de crescimento até substituir integralmente o velho Aeroporto da Portela. E onde já passa o Oleoduto Sequencial Sines-Aveiras de Cima com todo o tipo de combustíveis necessário. 3) A TTT, Rodoferroviária capaz de suportar um Eixo Ferroviário Norte-Sul e os comboios de 750m.

  2. Manuel F. Fernandes

    comboios de Mercadorias de 750 m.

  3. É triste incompetência de António Costa que continua negar necessidade de Lisboa ter 1 NAL – novo aeroporto de Lisboa não para ir complementar a Portela mas para substituir em Alcochete, a incompetência tem limites !