A APDL vai avançar com a construção da plataforma logística de Leixões, depois de o único consórcio candidato à concessão se ter retirado do processo por falta de financiamento.

A plataforma logística de Leixões já deveria ter sido concessionada no ano passado, mas as negociações entre a APDL e o consórcio integrado pela ETE, Edifer e TIIC prolongaram-se mais do que o inicialmente previsto, por causa da difícil conjuntura económico-financeira.

O consórcio propunha-se investir cerca de 80 milhões de euros nos dois pólos da plataforma logística mas, ao que o “Público” noticia hoje, terá desistido do processo por não ter logrado garantir o financiamento.

Para não deixar cair o projecto, a APDL decidiu agora avançar ela mesma com a construção da plataforma logística. O investimento será financiado pelo BEI, com quem a administração portuária estará a negociar um crédito de 75 milhões de euros para concretizar vários projectos do seu plano estratégico.

O investimento previsto para a primeira fase será de cerca de 16 milhões de euros. O concurso para a infra-estruturação do pólo 1 deverá avançar já em Maio. Em Setembro deverá ser lançado o processo semelhante para o pólo 2.

O novo modelo de negócio da plataforma logística de Leixões está ainda a ser ultimado. A APDL receberá rendas de quem nela se pretenda instalar, havendo que decidir quem construirá as naves logísticas: se a gestora da plataforma, se os futuros “inquilinos”.

O projecto da plataforma logística de Leixões contempla ainda um terminal rodo-ferroviário, da responsabilidade da Refer, cujo futuro ainda não está decidido à luz da revisão das prioridades de investimento da gestora ferroviária.

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