Três anos volvidos, e depois de alguns avanços e paragens, a APDL e a Zaldesa, entidade gestora da plataforma logística de Salamanca, chegaram a acordo para a entrada da APDL no capital da empresa de Castela e Leão, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS junto de uma fonte oficial da Zaldesa.

O acordo foi assinado ontem em Salamanca, pelos presidentes da APDL e da Zaldesa, João Pedro Matos Fernandes e Fernando Rodriguez, respectivamente.

A APDL passará a deter instalações próprias na plataforma logística de Salamanca, ao mesmo tempo que tomará uma posição no capital social da Zaldesa até a um máximo de 25%. Ao invés, a Zaldesa disporá de uma parcela de 5 000 metros quadrados na futura plataforma logística de Leixões (em alternativa, admite-se o arrendamento do uma nave no futuro complexo).

O valor do investimento da APDL e a dimensão da participação da APDL no capital da Zaldesa fica dependente da avaliação que ainda será feita das parcelas de que cada uma das entidades disporá no território da outra. Para fazer essa avaliação estão já previstas reuniões entre ambas as partes para as próximas semanas.

Com este “casamento”, a APDL ganhará um “porto seco” na importante região de Castela e Leão, ao passo que a Zaldesa (que integra a rede Cylog de plataformas logísticas da província espanhola) estabelecerá uma porta marítima no Atlântico para a expedição/importação de mercadorias.

Tal como o TRANSPORTES & NEGÓCIOS oportunamente noticiou, já em Abril de 2008 a APDL e a Zaldesa assinaram um protocolo de colaboração que previa a “troca” de posições agora anunciada.

O processo não avançou porque entretanto a APDL avançou com a concessão da plataforma logística e a Zaldesa associou-se à Mota-Engil num consórcio concorrente. Que não chegaria a apresentar qualquer proposta.

Isso não invalidou, todavia, a colaboração entre Leixões e a plataforma logística de Salamanca. Exemplo disso foi o acordo firmado para a criação no porto nortenho de um entreposto de frio da Zaldesa. O investimento, orçado em cerca de 3,5 milhões de euros, está entretanto congelado.

Em aberto estará também a possibilidade de a Zaldesa vir a colaborar com a APDL na gestão da plataforma logística de Leixões, aportando o seu know-how, uma vez que a autoridade portuária decidiu avançar sozinha com o processo e desistir (pelo menos para já) da concessão.

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