No ano passado, a receita média da movimentação de contentores nos terminais da APM Terminals caiu 9%, fruto da maior concentração no sector e da fraca procura.

APM - Masvlakte

A operadora de terminais de contentores do grupo Maeersk (que a partir de este ano integrará a Divisão de Transportes e Logística) registou no ano passado um resultado líquido de 438 milhões de dólares, longe dos 654 milhões verificados em 2015.

Os volumes movimentados nos 73 terminais (eram 63 no final de 2015) cresceram 3,7%, para 37,3 milhões de TEU. Numa base like-for-like, isto é, e desde logo, retirando os oito terminais do Grupo TCB entretant0 adquiridos, o  aumento da actividade foi de apenas 1%.

Na apresentação dos resultados anuais, a APM Terminals “queixa-se” da perda de poder negocial, por força da crescente concentração entre as companhias de transporte marítimo de contentores. Por causa disso e da fraqueza da procura em vários mercados, os preços praticados tenderam a deteriorar-se. A receita média por TEU movimentado caiu de 218 para 198 dólares. Uma quebra que a redução dos custos unitários, de 181 para 172 dólares/TEU apenas compensou parcialmente.

Para o ano corrente, a APM Terminals aposta nas sinergias que resultarão da integração com a Maersk Line na Divisão de Transportes e Logística, na continuada redução de custos e na optimização do portfolio de terminais, concluindo os que estão em construção e desinvestindo nos menos rendíveis. No ano passado foi anunciada a construção de um novo terminal de 5 milhões de TEU em Marrocos.

De acordo com as estimativas da Drewry, em 2016 a oferta de capacidade dos terminais de contentores cresceu 4,2% enquanto a procura subiu apenas 1,3%. Para 2017, a projecção é de 3,4% e 2%, respectivamente.

 

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