A Associação Portuguesa do Veículo a Gás Natural (APVGN) reclama do Governo incentivos à compra de táxis a gás natural semelhantes aos anunciados para a compra de eléctricos.

Contra a discriminação dos veículos a gás natural, a APVGN critica, em comunicado, que os subsídios a fundo perdido para a “descarbonização da frota de táxis” anunciados na passada sexta-feira se destinem exclusivamente a veículos eléctricos.

Em causa está o anúncio, pelo Fundo para o Serviço Público de Transportes (FSPT) da Secretaria de Estado do Ambiente, da abertura de candidaturas para  subsídios a fundo perdido entre 5 000 e 12 500 euros aos taxistas que quiserem substituir os seus veículos actuais por veículos eléctricos.

A APVGN reconhece a “intenção meritória” do Governo, mas “protesta energicamente contra” a “discriminação e reivindica que o referido subsídio a fundo perdido para os taxistas seja estendido também aos veículos a gás natural”.

Em apoio à sua reclamação, a associação liderada por Jorge Jacob  sustenta, entre outros argumentos, que “os veículos a gás natural são os mais aptos à utilização no serviço de táxi, tanto em termos de autonomia, como de tempo de reabastecimento e de economicidade” e lembra que “grandes cidades da Europa estão a estimular a utilização dos VGNs no serviço de táxi (só em Berlim já circulam mais de 2000 táxis a gás natural)”.

Em consequência, remata a associação, “a APVGN considera indispensável que o FSPT publique um aviso análogo prevendo subsídios iguais ou semelhantes destinados aos veículos a gás natural”.

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