Chipre é o país que mais está a beneficiar do “êxodo” dos armadores da Grécia, devido aos receios de aumento dos impostos ao sector, em consequência dos acordos entre o governo de Atenas e a “troika”.

Grécia - Tsipras

Pelo menos 42 companhias de navegação foram registadas em Chipre no primeiro semestre de 2015, de acordo com o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Limassol, Costas Galatariotis.

Os dados do Banco Central de Chipre indicam que as receitas de actividades relacionadas com o transporte marítimo cresceram 9,3% em relação à segunda metade de 2014, para 464 milhões de euros. O banco central cipriota salienta que muito daquele crescimento tem na origem armadores gregos.

No âmbito dos acordos sobre a ajuda financeira internacional, Atenas poderá ser obrigada a reformular o artigo 107.º da Constituição da Grécia, que concede aos armadores isenções de impostos sobre os lucros e lhes permite pagar apenas uma taxa fixa pela arqueação bruta dos navios.

Com base nesta pré-anunciada mudança fiscal, mercados como Londres, Hong-Kong e Singapura têm deslocado delegações à capital grega para tentar atrair os armadores. Aparentemente, Chipre está a ganhar a “corrida”.

 

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