O transporte marítimo de contentores deverá perder este ano cerca de 29 mil milhões de dólares de receitas, ficando abaixo do registado em 2009, prevê a Drewry.

Navio contentores

No primeiro semestre, a quebra de receitas global terá atingido os 18% face ao período homólogo de 2015 e a situação não melhorará a menos que a indústria consiga uma (improvável) recuperação das tarifas.

A confirmar-se a previsão da Drewry, a indústria do transporte marítimo de contentores acumulará uma perda de receitas de 50 mil milhões de dólares em dois anos e ficará abaixo do verificado em 2009,  quando 66 mil milhões de dólares desapareceram da facturação das companhias.

Em 2009, a indústria acumulou um prejuízo global de 19 mil milhões de dólares. Para este ano, a Drewry prevê perdas de cinco mil milhões de dólares. No primeiro semestre, a Maersk Kine registou prejuízos de 114 milhões de dólares, a Hapag-Lloyd 158 milhões, a OOCL 57 milhões.

Hoje as companhias são mais eficientes na gestão dos custos, mas as receitas continuam a cair a um ritmo superior ao dos cortes nos custos. No segundo trimestre do ano corrente, os fretes desceram a níveis historicamente baixos, deixando muitas empresas em dificuldades, à beira do abismo, o que deverá acelerar os processos de fusões.

“Com as companhias a despedirem-se de mais de 50 mil milhões de dólares (44,7 mil milhões de euros) desde 2014, não deverá ser surpresa que a maioria dos grandes operadores está a perder dinheiro e que alguns estão perto do abismo financeiro ou que algumas companhias estão em processo de fusão para se preparem para tempos difíceis”, realça o relatório da Drewry.

 

 

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