A Câmara Internacional da Marinha Mercante (ICS) defende que a Organização Marítima Internacional (IMO) defina metas temporais para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito de estufa (GEE) do transporte marítimo.

Navios - Poluição

A ICS (que representa os armadores mundiais) propõe que aquelas metas se baseiem na baixa de emissões de CO2 já atingidas pelo transporte marítimo mundial e no regime obrigatório da IMO de redução de CO2, em vigor.

“As regras vinculativas da IMO [relativas às emissões de CO2], em vigor à escala mundial desde 2013, significarão que futuros navios serão ainda mais eficientes e que as embarcações construídas após 2025 serão pelo menos 30% mais eficientes do que as entregues na década de 2000”, afirma, citado em comunicado, o presidente da ICS, Esben Poulsson.

“É impressionante verificar que os navios actuais mais eficientes apenas queimam um grama de combustível por tonelada de mercadorias movida um quilómetro. Com maiores navios, melhores motores, combustíveis mais limpos e medidas de eficiência operacional, como sistemas de gestão de velocidade assistidos por satélite, estamos confiantes em conseguir reduzir as emissões de CO2 por tonelada-quilómetro em 50% até 2050”, acrescenta o líder da ICS.

A IMO já anunciou, entretanto, um sistema global de recolha de dados do CO2 dos navios. Os Estados-membro da IMO irão começar a implementar o sistema em Outubro, devendo o sistema estar totalmente operacional em 2018.

O apelo da ICS à IMO para “atacar” as emissões de GEE surge em resposta ao acordo climático de Paris (que agora entra em vigor), não obstante ele não fazer referência à indústria do shipping..

 

 

 

 

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