O projecto de implantação do armazém de frio no porto de Leixões está suspenso enquanto a Zaldesa tenta encontrar um operador logístico que opere a nova infra-estrutura, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

“Para que a Zaldesa possa fazer o investimento do armazém de frio no Porto de Leixões, além do acordo que já temos com APDL, precisamos de um operador logístico que esteja disposto a fazer a exploração do armazém”, referiu a propósito Pablo Hoya, da entidade gestora da plataforma logística de Salamanca.

“Neste momento a Zaldesa continua a negociar com possíveis operadores mas ainda não há acordo assinado e, portanto, o projecto neste momento fica em suspenso”, acrescentou, inquirido a propósito pelo TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

O interesse da Zaldeza em investir num entreposto de frio em Leixões é já antigo e foi formalizado em Março do ano passado. A entidade de Castela e Leão dispõe-se a investir cerca de 3,5 milhões de euros na nova infra-estrutura, a implantar junto ao novo Terminal Multiusos, num área de 4 000 metros quadrados.

Os espanhóis querem um entreposto de frio que sirva as importações/exportações de Castela e Leão, em especial o comércio de vinhos, produtos hortofrutícolas e pescado. O entreposto não será, todavia, de uso privativo da Zaldesa ou dos seus associados. Pelo contrário, a intenção é prestar serviços ao mercado.

Para Leixões, a construção do armazém de frio constituirá uma importante mais-valia, quer porque aumenta as valências do porto, quer porque pode alavancar o desejado incremento do tráfego de perecíveis no porto nortenho.

Entretanto, “além do armazém de frio, a Zaldesa e a APDL continuam a trabalhar na procura de projectos que concretizem os acordos assinados” entre as duas partes, rematou Pablo Hoya.

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