A Associação Rodoviária de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP) diz que estão em perigo mais de 1 500 postos de trabalho no sector.

ARP avisa para 1500 despedimentos

“Fomos dos primeiros sectores a ser afectados pela Covid-19 e, tudo indica, seremos dos últimos a poder regressar à normalidade laboral”, sublinha, em comunicado, o presidente da ARP que pede, por isso, que o sector seja abrangido pelas medidas de apoio governamentais previstas para o sector do turismo.

“Com a proibição das viagens turísticas nacionais e internacionais, deixámos de ter clientes, deixamos de facturar. Fomos dos primeiros sectores a sofrer as consequências económicas e financeiras deste surto”, frisa José Luís Carreira. O sector depende “muito do mercado internacional, como os EUA, Brasil, Ásia e Europa, com os seus grupos de turistas tão característicos”. Mas “também a nível nacional não haverá visitas de estudo, nem actividade de praia para as crianças, ou os alugueres habituais de 1 e 2 dias por nacionais, as peregrinações, as viagens de incentivo das empresas para os seus funcionários, etc.”, acrescenta.

“O prolongamento da possibilidade de manutenção do lay-off por um período de nove meses e a inclusão dos sócios-gerentes nesta medida; a criação de moratórias específicas para os encargos financeiros fixos durante um período de 12 meses e o prolongamento dos contratos públicos de transporte escolar” são propostas já entregues à Secretaria de Estado da Mobilidade e à do Turismo. Acresce a “extensão do selo sanitário “Clean & Safe””, que “seria uma garantia de segurança para os potenciais clientes”.

A ARP mantém ainda reivindicações antigas, como “a revisão da Lei do Transporte Colectivo de Crianças; a atribuição de descontos nas portagens; o acesso ao gasóleo profissional; a possibilidade de recuperar o IVA do gasóleo e portagens pagos em Espanha; a alteração ao Regulamento (CE) n.º 561/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho; o apoio ao abate e renovação de frota e o pagamento dos serviços em dívida do Estado às empresas”, refere no comunicado.

A ARP representa 120 empresas de transportes pesados de passageiros e emprega 3 500 pessoas. “As frotas estão paradas há quase três meses. Temos os parques de estacionamento cheios e as caixas registadoras vazias porque apesar de estarmos em lay-off continuam a existir custos fixos, como os seguros e os leasings dos autocarros, que as empresas têm de pagar”.

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