Mais um atraso no investimento da Cosco no Pireu: o Conselho Arqueológico da Grécia decidiu que grande parte do porto é zona de interesse arqueológico.

A decisão do KAS deverá resultar num atraso de pelo menos oito meses para o início de qualquer um dos investimentos planeados pelo grupo chinês e avaliados em mais de 600 milhões de euros, de acordo com fontes da Cosco citadas pela “Seatrade Maritime News”. Esses oito meses somar-se-ão aos dois anos e meio de atrasos já registados desde a privatização da Autoridade Portuária do Pireu.

O KAS votou por unanimidade contra os planos da multinacional chinesa de construir um centro comercial ao lado de um novo terminal de cruzeiros. A entidade solicitou, além disso, restrições ao hotel de cinco estrelas que a Cosco pretende construir na parte Sul do porto central, onde fica o principal terminal de cruzeiros. Também a capacidade de operar uma doca seca com capacidade de 300 mil toneladas no parque industrial da Psyttalia está sob nuvens negras.

A extensão das zonas arqueológicas levanta dúvidas sobre se a burocracia estatal – neste caso do KAS – interferirá na dragagem do porto de passageiros do Pireu.

O anúncio feito pelo KAS coloca de novo à prova as relações entre a multinacional chinesa (e Pequim) e o governo grego. A Cosco, recorde-se, vê o seu plano como um projecto integral e não como intervenções isoladas. Pequim, por seu turno, vê os planos da Cosco como parte do processo de desenvolvimento da nova Rota da Seda.

 

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