Há cada vez mais serviços ferroviários na ligação Ásia-Europa e isso tende a colocar pressão sobre os modos marítimo e aéreo, de acordo com os analistas.

Cada vez há mais comboios no Ásia-Europa

O exemplo mais recente chegou pela mão do transitário Davies Turner, que oferece um serviço ferroviário semanal de importação de cargas LCL da China para o Reino Unido.

O serviço foi reestruturado para que os contentores viajem agora directamete de Wuhan para Duisberg, de onde são transportados em camiões para Roterdão e levados para Purfleet de navio, antes de seguirem para o centro de distribuição da Davies Turner.

Oferecida em conjunto com a chinesa Air Sea Transport, a solução em um tempo de trânsito de 22 a 24 dias.

Este serviço surge numa altura em que a United Transport e Logistics Co-Eurasian Alliance (UTLC ERA) anunciou que o seu 3 000.º comboio deste ano iniciou viagem na semana passada.

O volume total de tráfego nos primeiros 11 meses deste ano atingiu o recorde de 245 000 TEU, um aumento de 58% em relação ao ano anterior. No ano passado, o UTLC ERA enviou 2 102 comboios, transportando 175 800 TEU, acima dos 101 000 TEU em 2016.

O modo ferroviário está a tornar-se cada vez mais popular porque oferece, de acordo os especialistas, economia de tempo face ao marítimo e de custos em relação ao aéreo.

Além dos serviços ferroviários há agora, também, serviços rodoviários. No final do mês passado, a CEVA enviou o seu primeiro camião, que demorou apenas 13 dias para ligar a China à Polónia. A companhia lançará serviços regulares em 2019.

Aéreo pouco preocupado

A maior ameaça dos novos serviços é para o aéreo, mas Richard Forson, CEO da Cargolux, especializada no China-Europa, não mostra grande preocupação.

“A infra-estrutura para o transporte rodoviário China-Europa não é das melhores e o comboio é bastante lento. A rota terrestre tem o potencial de ser uma ameaça, mas também há aspectos de segurança. A acho que é difícil. E não acho que o transporte rodoviário seria muito eficiente, em termos de motoristas e assim por diante”, disse ao “The Loadstar”.

No que toca ao modo marítimo, a sua vantagem mais óbvia é a capacidade. Os maiores navios podem transportar 22 mil TEU, o que compara (?!) com os cerca de 80 TEU de capacidade de cada comboio.

 

 

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