A “lua de mel” entre a Cosco Shipping e o Estado grego acabou. O chumbo de grande parte do plano de investimentos do grupo chinês para o porto do Pireu foi a gota de água.

O programa de investimentos de 580 milhões de euros para a Autoridade Portuária de Pireu (APP) chegou a um impasse, após uma Comissão de Planeamento e Desenvolvimento de Portos do Ministério de Políticas de Navegação e Ilhas ter vetado os planos da Cosco para o porto que serve Atenas.

A rejeição do projecto surgiu apesar do desempenho geral do Pireu continuar a um nível impressionante desde o acordo de privatização, assinado em Agosto de 2016 entre o governo grego e a Cosco.

Há vários meses que o grupo chinês vinha alertando para a demora do Ministério na avaliação do plano de investimentos. As notícias da rejeição não tiveram uma reacção oficial da APP, mas, de forma oficiosa, falou-se em “desagrado para todas as partes envolvidos”.

Sustentado, sobretudo, em estudos de impacto ambiental, o regulador portuário da Grécia alegou, para o chumbo, a existência de discrepâncias em relação aos projectos que a Cosco deve implementar no porto no âmbito do contrato de concessão. Este obriga a Cosco a injectar mais 293 milhões de euros em investimentos através da APP. A Cosco enfatizou que o seu plano de investimentos só pode ser aplicado na sua totalidade.

Os investimentos que não obtiveram “luz verde” das autoridades foram um centro comercial nas proximidades de um novo terminal de cruzeiros, um dos quatro hotéis propostos, a criação de um centro de logística dentro das instalações do porto e a Oeste do município de Keratsini, a instalação de um synchrolift (um sistema para elevar embarcações para fora da água para manutenções ou reparações) e duas novas áreas de estacionamento.

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