O Governo Moçambique ameaça rescindir a concessão da Companhia dos Caminho de Ferro da Beira (CCFB), caso a empresa não termine as obras de requalificação da Linha de Sena até ao próximo dia 24 de Março.

Em causa está uma linha férrea fundamental para o escoamento do carvão de Moatize até ao porto da Beira, para exportação, prevista para ter início no segundo semestre deste ano.

A companhia concessionária, onde pontificam as empresas indianas Rites e Ircon, sustentam que os trabalhos estão terminados, mas os responsáveis moçambicanos sustentam que subsistem muitos defeitos e omissões, que colocam em causa as normas mínimas para a exploração da linha.

O presidente dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique já garantiu que tudo estará pronto a tempo e horas para escoar o carvão de Moatize, mas no país há quem duvide da capacidade da empresa para fazer em poucos meses o que a concessionária não terá feito em anos.

As obras na Linha de Sena deveriam ter terminado em 2009. O atraso é justificado pelas empresas indianas pelas dificuldades financeiras internacionais.

A Linha de Sena é fundamental para o escoamento do carvão do Moatize, explorado pela brasileira Vale e pela canadiana Riversdale. Por isso há quem admita também a possibilidade de serem as companhias mineiras a assumirem os custos da infra-estrutura ferroviária e a sua exploração. Afinal, é isso mesmo que acontece no corredor de Nacala, desde há poucos meses detido em 51% pela Vale.

Prosseguem entretanto os trabalhos de ampliação e de dragagem dos fundos do terminal de carvão do porto da Beira, por onde deverá ser expedida parte da produção de Moatize.

 

 

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