Se a indústria [de transporte marítimo de contentores] não consegue ganhar dinheiro  num ano relativamente bom, o que é que acontecerá se/quando a procura cair drasticamente à escala global?, pergunta a Drewry no seu último Container Forecaster.

No primeiro semestre a procura do transporte marítimo de contentores continuou a subir a 7%, e no entanto os operadores continuam a perder dinheiro, salientam os analistas britânicos.

A nova previsão para todo o ano de 2011 é de um aumento da procura de 7%, com os tráfegos intra-Ásia e com a América Latina a compensarem a apatia de mercados mais maduros como a Europa. E todavia muitos operadores não conseguirão remunerar o capital investido, e muitos outros regressarão aos prejuízos.

A culpa, diz a Drewry, é o do excesso de oferta capacidade, um problema estrutural particularmente evidente nos principais tráfegos. As taxas de ocupação no Ásia-Europa ficam-se pelos 80-85%, o que está a inibir os operadores de imporem os tradicionais aumentos da época alta.

A situação tende a perdurar até porque, sublinha a Drewry, está-se na altura de negociar os novos contratos com os clientes e os principais operadores parecem mais apostados em defender as quotas de mercado do que em promoverem uma recuperação dos níveis dos fretes. Se nada for feito, em 2012 serão de esperar avultados prejuízos para a generalidade dos operadores.

De acordo com os analistas da Drewry, o futuro do sector nos próximos cinco a dez anos dependerá essencialmente de três factores: o comportamento e as estratégias comerciais dos transportadores; o crescimento da frota mundial de navios de +10 000 TEU; e o comportamentos dos mercados da Europa e dos EUA.

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