Foi a ausência de uma das partes no estrangeiro que justificou a não assinatura do novo CCT do porto de Lisboa no prazo combinado, justificou a ministra do Mar. Operadores e estivadores “precisam de mais algum tempo”, disse Ana Paula Vitorino.

Maersk Line - Lisboa

Depois de se reunir com a comunidade portuária de Lisboa para fazer o “ponto da situação” do processo do novo Contrato  Colectivo de Trabalho (CCT) a ministra Ana Paula Vitorino esteve no Parlamento e deixou a mensagem de que tudo está bem encaminhado e de que os armadores já começam a regressar ao porto da capital.

Sobre o não cumprimento do prazo acordado para a assinatura do novo CCT, que terminou no passado sábado, as declarações da ministra foram, todavia, algo ambíguas. Se por um lado afirmou que o acordo só não foi assinado porque “há uma das partes que não está em Portugal para assinar o acordo. Apenas isso”, por outro lado disse que operadores e estivadores “precisam de mais algum tempo”, o que poderá querer significar mais do que a espera necessária pelo regresso da parte ausente.

Uma coisa deixou bem clara Ana Paula Vitorino perante os deputados. “Não vamos alterar a lei do trabalho portuário. E até repito para que percebam bem: Não vamos alterar a lei, e não é por uma questão de pressões ou ausência delas”, disse, refutando alegadas pressões do PCP e do Bloco de Esquerda nesse sentido.

Na audição, a ministra do Mar insistiu nas virtualidades do acordo conseguido entre os operadores portuários e os estivadores de Lisboa, com cedências mútuas, e sustentou que “se as duas partes cumprirem integralmente” o que ficou escrito ao cabo da maratona de 27 de Maio o novo CCT será assinado.

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