Falhado o acordo com os credores, e com dívidas de 557,7 milhões de euros, a Auto-estrada de Barajas (Madrid) entrou em liquidação. A conta segue para o Estado espanhol, que arrisca ter de pagar uns 4,5 mil milhões de euros por auto-estradas falidas.

Radiais de Madrid

Com apenas 9,4 quilómetros de extensão, a Auto-estrada de Barajas (M12) foi inaugurada em 2005 para ligar o aeroporto de Madrid ao (então) novo Terminal 4. Mas a procura foi reduzida, porque a portagem custa 1,55 euros e ao lado correm estradas gratuitas. A situação foi agravada pelo elevado custo das expropriações.

A concessionária, detida por duas empresas ambas controladas pelo grupo OHL, requereu a protecção de credores em 2013, com dívidas de 557,7 milhões de euros. A maior fatia é reclamada pelas próprias empresas accionistas da concessionária.

Fracassadas as negociações entre o Estado, a concessionária e a banca, o tribunal decidiu-se pela liquidação, comunicou hoje a OHL à CNMV.

Segundo a OHL, o próximo passo será o Estado assumir a responsabilidade patrimonial pelo fim da concessão. Ou seja, pagar a infra-estrutura, que reverte para si, para com esse dinheiro se ressarcirem os credores.

O fim da M12 é também consequência do fracasso da tentativa do governo de Madrid de resgatar as sete auto-estradas portajadas à beira da falência. O Ministério do Fomento queria um perdão de cerca de 50% das dívidas, o que foi rejeitado pelos credores.

Em Fevereiro passado, a AP36, entre Ocaña e La Roda, foi a primeira auto-estrada a entrar em liquidação. Agora é a vez da M12. Se o acontecer o mesmo às restantes, o Estado arrisca encargos de até 4 500 milhões de euros.

Ao contrário do que aconteceu em Portugal, em Espanha a “febre” das auto-estradas foi alimentada pelos governos do PP.

 

» Madrid tenta evitar liquidação das auto-estradas falidas

 

 

 

 

 

 

 

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