As mudanças na produção da Autoeuropa explicaram a quebra nas exportações para a China em 2018, segundo a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

A descida deveu-se, sobretudo, segundo dados da AICEP, à redução de 47,2% nas vendas de veículos, que tradicionalmente compõem a maior parcela nas exportações portuguesas para a China.

A fábrica da Volkswagen em Palmela, que até 2014 contribuía para mais de metade das exportações portuguesas para o país asiático, passou a focar a sua produção no SUV T-Roc, reduzindo gradualmente o fabrico do monovolume Sharan, modelo popular naquele país asiático.

As exportações de bens portugueses para a China caíram 21,8% no ano passado em relação a 2017, para 657,8 milhões de euros, segundo os dados do INE. As importações de bens de Pequim ascenderam a 2 350 milhões de euros, em 2018, uma subida de 14,5% face ao ano anterior, o que representa um saldo da balança comercial negativo para Lisboa em 1 692 milhões de euros.

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