A Autoeuropa está a estudar soluções logísticas de base ferroviária para ajudar abastecer a fábrica de Palmela. Os ensaios deverão avançar no próximo ano.

Citado pelo “Negócios”, o director-geral da construtora automóvel disse que a empresa precisa de reduzir em 25% os custos logísticos associados a cada veículo produzido, e que hoje em dia rondam os 400 euros.

António Melo Pires afirmou que a opção ferroviária não é ainda hoje uma solução fiável e viável, porque a transposição das fronteiras implica paragens de quatro horas. A alternativa tem sido o uso de camiões, mas “por cada três que entram em Portugal um sai vazio”, o que encarece o frete.

A solução passará pelo recurso à ferrovia, o que estará a ser negociado com o Governo, acrescentou o director-geral da VW Autoeuropa. “Vamos fazer um comboio de Barcelona para a Autoeuropa, e mais tarde testar comboios da Alemanha para Portugal. Vamos tentar fazê-lo no próximo ano”, disse António Melo Pires.

Esta não é a primeira vez que a fábrica de Palmela tenta apostar na ferrovia para reduzir os custos logísticos da operação, nomeadamente ao nível do abastecimento de componentes a partir das unidades alemãs. Os custos logísticos são tradicionalmente apontados como o grande óbice da fábrica portuguesa, que no entanto consegue ser das mais produtivas do grupo.

A Ibercargo, participada pela Takargo, lançou este ano o “Iberian Steel”, um serviço ibérico que liga Valência a Vigo passando por Portugal, e que entre outras cargas transporta peças metálicas para a fábrica de Palmela.

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