Quase 12 anos volvidos sobre a sua criação, as Autoridades Metropolitanas de Transportes de Lisboa e Porto serão extintas com a entrada em vigor do Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros. Não deixam saudades.

As AMT são extintas e as suas atribuições e competências descentralizadas para as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto. Na capital, serão assumidas por um serviço interno da AML. Na Invicta, ainda não se sabe se será criado um novo serviço para as assumir.

As AMT chegam, assim, ao fim sem nunca terem entrado plenamente em funções. Sobretudo por falta de meios humanos e técnicos. Mas também pelo seu pouco reconhecimento por parte do sector e da própria tutela.

A integração das AMT nas AM, por si, não geraria polémica. Mas subsiste a questão do financiamento (que ganhou visibilidade aquando do lançamento dos concursos para as concessões da STCP e Metro do Porto).

Em Lisboa e no Porto os autarcas clamam por mais meios financeiros, e sustentam que não bastarão as actuais receitas das AMT, até porque, lembram alguns, haverá que montar praticamente do zero estruturas com competências vastas

Foi em 2002 que o Governo da altura foi autorizado a legislar sobre a criação das AMT. Foi em 20o3 que foram instituídas, tendo-se mantido longos anos em regime de instalação.

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