O consórcio Tave Tejo não vai contestar em tribunal a anulação do concurso para a PPP Lisboa-Poceirão. Mas admite ainda pedir uma indemnização pelos encargos suportados.

Afinal, a FCC, que lidera o consórcio Tave Tejo, concorrente ao troço Lisboa-Poceirão (inclundo a TTT) da linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid, não vai contestar judicialmente a decisão do governo português de anular o concurso.

De acordo com a imprensa espanhola, os juristas da construtora espanhola não terão encontrado bases legais que permitam contestar a anulação do concurso pelos motivos invocados. A partir daqui, e na melhor das hipóteses, o consórcio Tave Tejo pondera pedir uma indemnização ao Estado pelos custos em que incorreu na apresentação da proposta.

Em causa estava a construção da linha de Alta Velocidade entre Lisboa e o Poceirão (com um ramal para o novo aeroporto), incluindo a TTT, num investimento de 1,9 mil milhões de euros. O consórcio Tave Tejo apresentou a proposta de longe mais barata, o que originou críticas e acusações do consórcio liderado pela Mota-Engil (classificado em segundo lugar) sobre a qualidade e a segurança da proposta.

A 16 de Setembro último o Governo tornou oficial a decisão, já conhecida, de anular o concurso por causa da degradação da situação económico-financeira do país. Os espanhóis reagiram com estupefacção e admitiram recorrer a todos os meios para contrariá-la.

Agora, e sempre de acordo com a imprensa do país vizinho, a estratégia da FCC passa por preparar-se para acorrer ao novo concurso, inicialmente previsto para Novembro, e de preferência com os mesmos parceiros: a italiana Impreglio e a portuguesa Conduril.

Curiosamente, a FCC e a Conduril ganharam recentemente, em Espanha, a realização de alguns quilómetros da futura linha de Alta Velocidade Madrid-Lisboa.

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