Representantes do Governo e da Avanza assinaram hoje o contrato de subconcessão da Carris e do Metropolitano de Lisboa, anunciaram as duas partes em comunicados.

Metro de Londres

A subconcessão vigorará durante oito anos (no caso da Carris) e oito anos e meio (no relativo ao Metropolitano de Lisboa).

Ao longo desse prazo, a Avanza receberá do Estado 1 075 milhões de euros. Ainda assim, o Governo fala numa poupança de 215 milhões de euros no mesmo período.

No âmbito do contrato, a Avanza compromete-se a investir na renovação da frota da Carris e fica obrigada a não aumentar o tarifário para além do valor do índice anual da inflação.

Além do contrato de subconcessão, que terá ainda de ser aprovado pelo Tribunal de Contas antes de entrar em vigor, o Governo e a Avanza assinaram um memorando de entendimento no qual a operadora espanhola se propõe transformar Lisboa na base da sua expansão europeia e numa referência de qualidade.

No comunicado emitido a propósito, já que a assinatura do contrato não foi pública, o Governo sublinha o cumprimento de mais um compromisso externo, o elevado número de interessados na operação e os ganhos em matéria de qualidade de serviço e de poupança de recursos.

Já a Avanza destaca a importância do contrato lisboeta (“um dos maiores contratos de transporte urbano na União Europeia”) e a sua importância para o crescimento da empresa, em termos de facturação, actividade e postos de trabalho.

O Grupo ADO Avanza (de origem mexicana, que controla a operadora espanhola) diz transportar anualmente mais de 440 milhões de pessoas. Com as operações de Lisboa ultrapassará os 550 milhões de passageiros só na Península Ibérica.

 

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