Se houver que escolher entre a ligação Aveiro-Vilar Formoso e a Sines-Caia, a primeira será a preferida, prevê Manuel Queiró, coordenador do transporte ferroviário no GT-IEVA. Mas não de justifica fazer uma linha nova, avisou o secretário de Estado dos Transportes.

Abraçar a rede existente e pô-la a funcionar foi o princípio eleito pelo GT-IEVA para a análise dos investimentos na ferrovia. Daí as propostas de modernização da Linha do Norte, de modernização do Aveiro-Vilar Formoso e da electrificação da Linha do Minho, sintetizou Manuel Queiró, na sessão da Exponor.

O também presidente da CP, reconheceu, no entanto, que “a Linha do Minho terá ainda de ser melhorada, quem sabe até à Velocidade Elevada”, e que pessoalmente gostaria de ter a electrificação da Linha do Douro até à Régua (se não mesmo até à fronteira).

As ligações internacionais Aveiro-Vilar Formoso e Sines-Caia representam 40% do investimento previsto na proposta do GT-IEVA. Manuel Queiró fez questão de sublinhar que “o Aveiro-Vilar Formoso tem vantagem sobre o Sines-Caia. Se houver que escolher um…”.

Fora de causa estará a construção de uma ligação nova. “A competitividade tem de ser concreta”, avisou o secretário de Estado dos Transportes. “Só a competitividade da economia não justifica o investimento extra. Os agentes económicos dizem que provavelmente não se justifica pagar mais”, rematou Sérgio Monteiro.

Manuel Queiró destacou ainda algumas das propostas do Grupo de Trabalho para o sector da ferrovia: manter a bitola ibérica, aumentar a capacidade de carga, integração com a last mile, rever a estrutura tarifária para promover a ferrovia e estudar a partilha de custos das infra-estruturas entre o Estado e os operadores.

 

 

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