O cargueiro da MAIS para a Madeira já voa com valores positivos. O primeiro mês nos Açores também correu bem. Para 2019, a aposta é aumentar a oferta, adianta António Beirão ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

Na hora do balanço do primeiro ano completo de operação do avião cargueiro da MAIS (Madeira Air Integrated Solutions) entre Lisboa e o Funchal, António Beirão, o rosto do projecto, fala numa taxa de ocupação “próxima dos 95% no sector Continente/Madeira e de 60% no sector inverso”.

O serviço é operado com um ATR 72-500, com uma capacidade de 7,5 toneladas de peso bruto (11 toneladas de peso taxável).

Apesar das más condições que por vezes condicionam a operação no Funchal, a MAIS, garante António Beirão, “realizou todos os voos programados, e nos últimos meses realizámos mais 30% de voos extra como resposta ao aumento da procura”.

As mercadorias transportadas são as mais diversas: “correio, carga de operadores expresso, carga geral dos transitários, medicamentos e produtos alimentares”. Destaque merecem as “cerca de 20 toneladas/semana de peixe, desde o Funchal para Lisboa”.

Tudo pesado, os volumes transportados “estão em linha com o orçamento” e a operação já se faz “com valore positivos”, assevera o empresário.

Açores com arranque promissor

No início de Dezembro, a MAIS arrancou com a operação para os Açores. E também aí as coisas estarão a correr bem.

“O volume de vendas nos primeiros dias superou as nossas expectativas, mas temos um longo caminho para percorrer. Pensamos que a confiança dos parceiros, operadores e clientes que connosco colaboram no voo da Madeira deu um contributo decisivo para que tivéssemos um bom início da operação nos Açores”, resume António Beirão.

Todos os voos programados foram realizados sem incidências, com a taxa média de ocupação a situar-se nos “55% (95% no sector Porto/Lisboa – Açores e por enquanto apenas 14% no regresso dos Açores”.

Mas há ainda muito caminho a percorrer. Desde logo, na cobertura do arquipélago, até agora limitada a uma extensão bissemanal à Terceira, ainda sem grandes resultados.

“Infelizmente não – concede o líder da MAIS -. Numa perspectiva meramente técnica, o peso dos envios para a Terceira reduz-nos a capacidade disponível para Ponta Delgada e da Terceira não temos tido até agora a esperada saída do peixe. Contudo, ouvimos repetidamente que os Açores não se reduzem a Ponta Delgada e sentimo-nos com alguma responsabilidade em alargarmos o nosso negócio a outras ilhas. O apoio institucional e empresarial da região, para que continuemos, tem sido determinante e acreditamos que nas próximas semanas poderemos inverter a situação dos volumes transportados para o Continente”. Actualmente, as cargas açorianas resumem-se praticamente a “algum peixe e flores”.

Sobre a mesa continua também a hipótese de colaborar com a SATA para alargar a oferta a mais ilhas, numa lógica de complementaridade.

Aumentar a oferta

Para 2019, os projectos da MAIS passam por “consolidar os voos para os Açores” e aumentar a “oferta de capacidade em cada sector”. O que passará por colocar ao serviço um avião de maiores dimensões (note-se que a capacidade já foi ligeiramente aumentada no ano passado, com a entrada ao serviço do ATR 72-500).

Na lista de resoluções de Ano Novo está também o reforço da extensão de Lisboa ao Porto. “Infelizmente não se verificou o acréscimo [de carga] desejado, mas mantemos a ligação diária [por camião]”.

E há ainda a intenção de “alargar o network a outros destinos europeus”, em parceria com a IAG. Por ora, os volumes “ainda são poucos relevantes, mas o seu desenvolvimento é um dos objectivos para 2019”, conclui António Beirão.

 

Comments are closed.