Apesar de não ter adquirido a Groundforce, a Aviapartner ainda poderá operar nos aeroportos de Lisboa e Porto. Da mesma forma que a Groundforce ainda não está livre de ficar sem trabalho. Tudo depende do resultado do concurso para a atribuição das licenças de handling que o INAC está a promover.

Mesmo sobre o prazo limite, a Groundforce conseguiu formalizar a candidatura à licença de handling nos aeroportos de Lisboa e Porto. Para isso foi decidido o acordo entre a TAP e o grupo Urbanos para a compra/venda de 50,1% do capital da empresa de handling.

A Groundforce junta-se assim a um lote de concorrentes de peso, entre os quais se contarão dois dos candidatos à privatização da subsidiária da TAP: a Menzies e a Aviapartner.

Havendo apenas uma licença disponível para novos operadores de handling em cada aeroporto, nada garante, a priori, que será a Groundforce a escolhida, ainda que tenha por si um conhecimento ímpar do mercado. Mas a Aviapartner, por seu turno, conhece muito bem o seu concorrente, fruto das negociações que manteve para a sua aquisição.

Ou seja, no limite, a Groundforce, mesmo com a maioria do capital nas mãos de um privado, corre o risco de ficar sem actividade. E a Aviapartner, mesmo sem ter conseguido comprar a Groundforce, pode muito bem ficar com o lugar dela nos aeroportos de Lisboa e Porto.

Pelo meio está o grupo Urbanos, que apenas queria a actividade da carga da Groundforce (e que também por isso foi preterida pela TAP), que terá acordado com a Aviapartner dividir as operações da Groundforce, e que acabou por acordar a compra da maioria da subsidiária da TAP.

Notícias vindas hoje a público dão conta que o acordo de princípio firmado entre a TAP e o grupo Urbanos até será melhor, em termos financeiros, para a transportadora nacional que o negociado com a Aviapartner. Mas os pormenores só serão (?) conhecidos depois do ok do Governo à operação.

A decisão do concurso para a atribuição das licenças de handling nos aeroportos nacionais deverá ser conhecida num máximo de 180 dias, ou nem tanto uma vez que as actuais caducam no final do ano corrente.

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