A B Logistics, participada da SNCB, foi renomeada Lineas. A companhia belga justifica a mudança com a aposta na transferência modal dos clientes.

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“Estamos a mudar de designação porque mudamos de identidade como empresa”, afirmou o CEO Geert Pauwels na apresentação do novo nome.

“Após anos de reestruturações, tornamo-nos num dos maiores e mais dinâmicos operadores ferroviários privados na Europa. A nossa ambição é clara: tirar os camiões da estrada e transferir esses volumes para o transporte ferroviário”, acrescentou Pauwels.

O foco está, portanto, na transferência modal para o transporte ferroviário, que a Lineas pretende alcançar ao oferecer uma qualidade de serviço que levará os clientes industriais a optarem pelo modo ferroviário para melhorarem suas cadeias de abastecimento e desempenho ambiental.

A Lineas continuará a oferecer serviços tradicionais de comboio de bloco e intermodais, mas acredita que conquistar novos tráfegos para o transporte ferroviário exigirá inovação, baseada na sua rede Green Xpress de ligações directas, frequentes e fiáveis ​​de médio a longo curso entre pólos económicos. A rede Green Xpress tem actualmente dez destinos e 20 a 30 novas ligações estão planeadas até 2020.

“Queremos fazer a diferença e oferecer um futuro para a ferrovia novamente”, concluiu o CEO da, agora, Lineas.

A Lineas é propriedade do fundo Argos Soditic (69%) e da SNCB (31%). Possui mais de 200 locomotivas e 7 000 vagões e e conta 1 900 trabalhadores. Com sede em Bruxelas, a companhia tem instalações em França, Itália, Holanda e Alemanha. A facturação anual é de cerca de 500 milhões de euros.

Os resultados financeiros da companhia melhoraram pelo sétimo ano consecutivo em 2016, com um EBITDA de 27 milhões de euros, contra 15 milhões de euros no ano anterior. O tráfego cresceu pela primeira vez em 2015, quando atingiu 29,4 milhões de toneladas e voltou a aumentar para 31,5 milhões de toneladas no ano passado.

 

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