Umas após outras, nos quatro cantos do mundo, companhias aéreas dão-se como culpadas da prática de cartelização dos preços na carga. Agora foi na Nova Zelândia, onde o processo ainda está praticamente no início.

A British Airways, a Cargolux e a Qantas acordaram com a Comissão do Comércio da Nova Zelândia o pagamento de multas por terem concertado preços na carga aérea internacional. Os valores do acordo não foram divulgados, mas a Qantas anunciou ir pagar o equivalente a 4,7 milhões de dólares.

Em Dezembro de 2008, a Comissão de Comércio neozelandesa iniciou processos contra 13 companhias aéreas internacionais com uma forte presença no mercado local de carga aérea. As três citadas já chegaram a acordo e a United viu serem-lhe retiradas as acusações. Na mira das autoridades neozelandesas continuam a Air New Zealand, a Cathay Pacific, a Emirates, a JAL, a Korean Air Lines, a Malaysian Airlines, a Garuda Indonesia, a Singapore Airlines Cargo e a Thay Airways.

A acção da Nova Zelândia inscreve-se numa acção mais ou menos concertada das autoridades da Concorrência de diferentes partes do globo. Nos EUA, 19 companhias foram multadas num total de 6,1 mil milhões de dólares e quatro executivos acabaram presos. Na Europa, a Comissão Europeia impôs multas a 11 companhias, numa soma de 1,1 mil milhões de dólares (800 milhões de euros). Mas várias decidiram recorrer. Na Austrália, sete companhias pagaram 40,6 milhões de dólares e outras oito ainda esperam pelas audiências. Na Coreia do Sul, 19 companhias dividiram entre si multas de 106 milhões de dólares.

Várias companhias acabaram multadas em diferentes latitudes, fruto da sua exposição ao mercado global.

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