A Balearia poderá ser a única empresa ainda na corrida à compra da Trasmediterránea. Uma solução que levantará problemas de concorrência.

A família Entrecanales (proprietária do grupo Acciona, em que a Trasmediterránea está integrada) terá recusado, no fim de 2014, uma proposta de compra superior a 100 milhões de euros feita pelo fundo de investimento Cerberus, segundo fontes conhecedoras do processo.

A hipótese de Balearia ficar com a Trasmediterránea seria bem vista pelo sector e pelo governo de Madrid, pois a empresa permaneceria em mão espanholas. O problema é que o negócio pode “esbarrar” nas normas da Concorrência, pois a quota de mercado conjunta no Levante seria excessiva, em particular nas ligações Península-Baleares e Algeciras-Norte de África.

A família Entrecanales comprou a Trasmediterránea em 2002 ao Estado espanhol, por 272 milhões de euros, e tenta vendê-la já desde 2008, altura em que a avaliou em 600 milhões de euros.

Até ao final do terceiro trimestre de 2014, a companhia duplicou o EBITDA face a igual período de 2013, passando de 15 milhões para 30 milhões de euros. O volume de negócios manteve-se nos 330 milhões de euros (+0,1%).

O número de passageiros caiu 10,9% (de 2,1 para 1,9 milhões), a carga desceu 14,4% (de 519 mil para 444 mil metros lineares) e os veículos transportados aumentaram 6,3% (de 3,9 milhões para 4,1 milhões).

O aumento do frete médio do serviço e a descida dos preços dos combustíveis justificaram a melhoria do desempenho económico.

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