A Baleària transportou mais mercadorias e passageiros em 2018, mas ganhou menos por causa dos investimentos e da concorrência.

A Baleària transportou mais 3,5% de mercadorias no ano passado, tendo movimentado um total de 5,8 milhões de metros lineares. Embora 79% desse volume esteja concentrado nas Baleares, o grande crescimento veio das restantes rotas do operador.

Também no ano passado, a companhia transportou 4,3 milhões de passageiros (+11%) e 1,2 milhões de veículos (+17%) nas suas 23 rotas, cinco das quais internacionais. “O volume de negócios do mercado externo já é de 22% sobre o global do grupo”, explicou, em conferência de imprensa, Adolfo Utor, presidente da Baleària.

As linhas que ligam o continente espanhol ao Norte da África (Marrocos, Argélia, Ceuta e Melilla) concentraram mais da metade dos passageiros (2,3milhões). O Norte da África é, de resto, a área onde a companhia espanhola mais cresce.

O alto custo do início dos novos tráfegos e o aumento do preço do combustível causaram, porém, uma queda na rentabilidade da Baleària. Embora a companhia de navegação tenha aumentado o volume de negócios em 5%, para 381,4 milhões de euros, o EBITDA caiu 14% (70,3 milhões) e o lucro líquido foi 37% menor (27,4 milhões).

“Estamos num momento expansionista, além de estarmos a consolidar as novas rotas no mar de Alborán e nas Canárias”, afirmou Adolfo Utor, referindo-se às rotas criadas em 2018 através de parcerias com a Marítima Peregar e a Fred Olsen. O executivo acrescentou que essas rotas fortalecem a posição estratégica da empresa, “com uma oferta mais abrangente e solvente”.

No final de 2020, a Baleària terá nove embarcações inteligentes movidas a gás natural, três das quais serão navios construídos de raiz, com as restantes seis a serem remotorizações de unidades já em frota. Esse investimento será co-financiado por fundos europeus.

 

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