O movimento de contentores nos portos espanhóis caiu 5% em Fevereiro e cresceu apenas 1,9% nos dois primeiros meses do ano. O conflito da estiva faz-se sentir mas o porto de Barcelona atenua-lhe os efeitos.

Porto de Valência - Noatum

Em Fevereiro, os portos do país vizinho processaram 1,1 milhões de TEU, apenas menos cerca de 60 mil que no mês homólogo de 2016. Todavia, em Algeciras a perda de movimentos atingiu os 17%, ou cerca de 60 mil TEU. E em Valência chegou aos 24%, com menos cerca de 96 mil TEU.

Em contrapartida, e, logo, a impedir maiores perdas globais, o porto de Barcelona aumentou a sua actividade 50% em termos homólogos, tendo movimentado mais 82 mil TEU do que em Fevereiro do ano passado. O porto catalão foi rápido a reagir ao conflito laboral da estiva e tem funcionado como alternativa aos dos principais hubs espanhóis.

De resto, importa dizer, em Fevereiro a maioria dos portos aumentou a sua actividade nos contentores. As principais excepções, além das citadas, foram Sevilha e Bilbau.

Las Palmas também em destaque

No acumulado dos dois primeiros meses, os portos espanhóis somam 2,33 milhões de TEU, o que representa uma subida homóloga de 1,9%.

Entre os principais portos, Valência lidera as perdas, com uma quebra de 8% para 695,4 mil TEU, seguida de muito perto por Algeciras, a recuar 7,3% para  685,8 mil TEU. Juntos perderam qualquer coisa como 115 mil TEU, enquanto Barcelona ganhou 128 mil, a crescer 33,5% até aos 428 mil TEU.

Las Palmas, que nos anos mais recentes fez uma travessia do deserto, acumula agora um crescimento de 25,6% e soma 156,6 mil TEU movimentados.

Granéis líquidos alavancam crescimento

Em termos globais, o movimento de mercadorias nos portos do país vizinho cresceu 5,4%, ou 4,1 milhões de toneladas, nos dois primeiros meses do ano, tendo atingido 80,6 milhões de toneladas.

Os granéis líquidos garantiram 29 milhões de toneladas (mais 10%), a carga contentorizada fez 26,6 milhões de toneladas (mais 3,5%), os granéis sólidos chegaram aos 14,7 milhões de toneladas (mais 0,7%) e a carga geral tingiu 10,3 milhões de toneladas (mais 4,9%).

 

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