O crescente proteccionismo que alguns países se preparam para levantar é uma “enorme ameaça ao transporte marítimo global”, de acordo com um relatório da BIMCO. Numa outra análise, a mesma organização avisa para os perigos dos operadores voltarem a alinhar navios inactivos.

Solas - Contentores

Sobre o “possível retrocesso” na globalização, a BIMCO teme que seja uma ameaça ao crescimento mundial. “Se o crescimento de políticas proteccionistas se tornar realidade, pode ser uma enorme ameaça para o sector do transporte marítimo e pode perturbar os fluxos económicos e limitar o crescimento económico”, refere a análise.

No outro relatório, a BIMCO aconselha os proprietários dos porta-contentores a não realinharem os navios inactivos nos tempos mais próximos. A 9 de Janeiro a frota inactiva era, segundo a Alphaliner, de 351 navios, com uma capacidade acumulada de 1,4 milhões de TEU, cerca de 7% da capacidade global.

A BIMCO avisa que aqueles 1,4 milhões de TEU são “o mínimo necessário para manter a pressão longe dos preços médios dos fretes”.

A entidade acredita que os benefícios de fusões e das novas alianças serão mais visíveis no fim de 2017 e em 2018. Isso pode, espera a BIMCO, melhorar as margens de lucro e a utilização das frotas, diminuindo a dependência de redução de custos das companhias e dos preços que estas oferecem aos carregadores.

 

 

 

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