A Maersk e a IBM estão a ter dificuldades em atrair companhias de transporte marítimo para a TradeLens, a sua plataforma de Blockchain.

Concorrentes da Maersk receiam  aderir à sua Blockchain

Até ao momento, apenas a PIL, 17.ª companhia mundial no transporte marítimo de contentores, aderiu à plataforma de Blockchain, lançada oficialmente em Agosto passado com 94 parceiros.

Como os promotores admitem, isso não é suficiente. A TradeLens necessita de mais companhias e foi projectada para que os concorrentes da Maersk actuem como “âncoras de confiança” e executem nós de Blockchain completos na rede.

“Não vou medir as palavras aqui – precisamos de trazer as outras companhias para a plataforma. Sem essa rede, não temos um produto. Essa é a realidade da situação”, afirmou, em declarações ao “CoinDesk”, Marvin Erdly, responsável pela TradeLens na IBM Blockchain.

O problema é que as companhias concorrentes da Maersk receiam aderir à plataforma sem ser em pé de igualdade.

De facto, os líderes de duas das maiores concorrentes, CMA CGM (quarta maior do mundo no transporte marítimo de contentores) e Hapag-Lloyd (quinta), descartaram publicamente a solução Blockchain da Maersk-IBM.

A TradeLens tentou resolver esse problema reformulando o acordo como uma “colaboração conjunta” numa tentativa de parecer mais neutra do que a joint-venture originalmente anunciada. O pior é que, na essência, a Maersk e a IBM têm, as duas, direitos totais e iguais à propriedade intelectual.

Marvin Erdly indicou que um conselho consultivo do sector é uma das soluções que fará a diferença e que estão em curso medidas para promover a igualdade na plataforma.

O responsável reconheceu, porém, as preocupações das empresas de transporte marítimo. “Obviamente, o facto de a Maersk estar à frente disto é uma coisa muito boa, mas ao mesmo tempo preocupante, porque eles são um grande operador do sector…”.

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