Três anos mais tarde que o previsto, o primeiro B787 Dreamliner é esperado em Tóquio, para começar a voar com as cores da ANA. Mais difícil está entregar o primeiro B747-8F.

A entrega, amanhã, do primeiro Dreamliner à ANA representará para os responsáveis da Boeing o princípio do fim de um pesadelo. O novo modelo 787 começou por ser um sucesso histórico, em termos de encomendas, ultrapassando já os 800 pedidos, mas sucessivos problemas na produção atrasaram as primeiras entregas em cerca de três anos.

A ANA encomendou 50 aparelhos em Abril de 2004 mas só agora, sete anos e meio volvidos, irá receber o primeiro.

Para recuperar algum do atraso acumulado, a Boeing propõe-se aumentar a cadência de produção dos B787 até às dez unidades mensais, o que espera atingir em finais de 2013. Os responsáveis do construtor norte-americano garantem que a cadeia de abastecimento está agora pronta para esse esforço. O tempo dirá se assim é.

Difícil está também o lançamento comercial do B747-8F, o maior avião cargueiro do mundo. Depois da Cargolux ter recusado receber o primeiro aparelho, num processo de que se desconhecem detalhes, foi agora a vez da Atlas Air recusar receber os três primeiros aviões de uma encomenda de 12.

O presidente e CEO da Atlas Air justificou a decisão com a fraca prestação dos aviões. Ainda assim, a companhia mantém a intenção de receber três B747-8F este ano, quatro em 2012 e dois mais em 2013. Assim eles se comportem melhor.

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