A Boeing reviu em alta o “outlook” para o mercado chinês e prevê agora que a procura da China por aviões novos atinja a marca de um bilião de dólares (890 mil milhões de euros) nos próximos 20 anos. Será o primeiro mercado mundial a passar aquela fasquia.

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O estudo anual da Boeing para a China prevê que o país encomendará até 2035 um total de 6 810 aviões, avaliados em 1,025 biliões de dólares (912,5 mil milhões de euros). As aeronaves de corredor único serão responsáveis por 75% daquelas encomendas, com 5 110 unidades, de acordo com a análise.

Na área das mercadorias,  a Boeing prevê a encomenda de 180 novos aviões cargueiros e de 410 conversões (de aviões de passageiros para mercadorias) até 2035. O tráfego de mercadorias deverá crescer, segundo o estudo, devido ao crescimento de companhias de comércio online como a Alibaba ou a Vipshops.

“Como a China está em transição para uma economia mais baseada no consumo, a aviação terá um papel-chave no seu desenvolvimento económico”, disse, citado em comunicado, o vice-presidente de marketing da Boeing Commercial Airplanes, Randy Tinseth.

A previsão da companhia é que o volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas na China registe um crescimento anual de 6,4% ao longo das próximas duas décadas.

A Boeing tem dominado o mercado chinês de aviões, reclamando quase 50% de todos os aviões comerciais operados pelas companhias nacionais. A Airbus, porém, está cada vez mais presente. Já este ano, a companhia europeia inaugurou em Tianjin um centro de finalização e entrega do A330, o primeiro localizado fora da Europa.

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