Em Abril, o primeiro mês completo depois do segundo acidente com um B737 MAX, a Boeing não recebeu qualquer nova encomenda!

A Boeing alcança uma média 700-800 encomendas por ano. Mas até ao final de Abril apenas somou 87, menos quatro do que no final de Março. Em Abril ficou a zero e ainda perdeu quatro aparelhos.

O B737 MAX é o campeão de vendas da companhia norte-americana, mas desde o acidente de 10 de Março (o segundo no espaço de cinco meses), não só não entraram novas encomendas, como também as entregas estão suspensas.

No primeiro quadrimestre, a Boeing entregou apenas 171 aparelhos de todos os modelos, contra 228 no período homólogo de 2018.

Com tudo isto sofre a construtora, mas também as companhias aéreas que têm nas suas frotas o B737 MAX, que continua parado, ou o têm encomendado, como a Ryanair, que espera receber mais de 130 aparelhos.

A vender menos e a facturar menos, a Boeing terá ainda de se preocupar com as indemnizações que provavelmente terá de pagar às companhias pelos prejuízos sofridos.

A JP Morgan calcula que a crise custará ao “gigante” dos EUA qualquer coisa como mil milhões de dólares… mês.

Airbus ganha vantagem

Enquanto isso, a Airbus vai ganhando avanço. O construtor europeu entregou até ao final de Abril 232 aparelhos, contra 172 um ano antes. Os números das encomendas não são conhecidos, mas sé em Abril contaram-se 67. Mas também houve 125 cancelamentos.

 

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