Os portos e as suas acessibilidades terrestres têm reservada metade dos 65 mil milhões de dólares do plano brasileiro de investimentos em infra-estruturas.

Brasil - Porto de Santos

O plano prevê 12 milhões de dólares para a construção e/ou ampliação de infra-estruturas portuárias.

“A nossa principal preocupação é se o governo vai ser célere o suficiente na aprovação de projectos ou nas licitações concursais, porque não há falta de dinheiro no Brasil, há muitos potenciais investidores e a APM Brazil é um deles”, referiu a propósito o responsável pela APM Terminals no Brasil, Ricardo Arten, citado pelo “FT”.

“O Brasil tem um grande potencial em termos de procura, sobretudo nas exportações agrícolas, mas a falta de um plano de infra-estruturas tem deixado muitos portos mal equipados para poderem ser hubs intermodais”, indicou, por sua vez, o presidente da Multiterminais Container, Luiz Henrique Carneiro.

Para ajudar os portos a cumprirem integralmente o seu papel na economia brasileira, o plano de investimentos reserva ainda 21 mil milhões de dólares para a construção de estradas de ligação entre os principais portos do país.

O transporte ferroviário receberá sozinho a maior fatia do plano de Dilma Rousseff: serão 28 mil milhões de dólares.

Três mil milhões de dólares terão como destino a rede de aeroportos.

Este ambicioso plano de investimento faz parte de uma estratégia do governo de Dilma Rousseff para fazer o Brasil regressar ao crescimento, já que a economia do país tem revelado sinais de estagnação e o investimento estrangeiro tem sido inferior ao esperado, após vários escândalos de corrupção.

“Esta iniciativa reflecte a parceria e confiança que deve ser estabelecida, e que deve ser incansável, entre o governo e o sector privado”, afirmou a Presidente do Brasil.

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